sábado, 2 de agosto de 2014

Capítulo 37


Rainha Lívia, a Rainha Garça

            A pradaria verdejante e sem fim que rodeia o Castelo da Garça demonstra as bênçãos dos Sete Deuses sobre esse reino. O Domínio da Rainha Lívia é o mais pacifico dentre os Cinco Reinos. Ela treina seu exército apenas para fins de pacificação e é totalmente contra os métodos de seu vizinho, Gordon, o Rei Leão que Domina de maneira despótica e infligindo a guerra e a tirania. Ela mesma não entende o que alguém como ela faz em um dos tronos dos Cinco Reinos.

            O grande castelo de corredores incontáveis e inúmero de quartos possuíam ainda um três campos de treinamento grandes e bem equipados, um bosque central além das varias arvores de cerejeiras, ipês e muitas outras belíssimas e floríferas, além de trepadeiras e samambaias que embelezavam o castelo dando-lhe o ar calmo e aconchegante do campo. Diferente dos outros castelos, não haviam armaduras, estátuas ou artefatos caros e antigos pelo corredores, apenas samambaiais, xaxins, bonsais e outras plantas ornamentais era como estar em uma flores, delimitada com paredes de pedra, mas muito limpa, sem se quer uma folha no chão, uma rachadura, teia de aranha ou rede de resva*¹ em qualquer canto do castelo. No centro do bosque do castelo, de cima vemos o marido da Rainha Lívia conversar com um dos cozinheiros, não parece estar satisfeito com algo, mas o próprio cozinheiro sai esbravejando algo se afastando e ignorando o Ultima Voz, título dado ao cônjuge do rei ou rainha. Enquanto isso, vamos para o outro lado do colossal Castelo da Garça, de encontro à Rainha Lívia e sua filha. A Rainha é muito bela, sem dúvidas uma das mais belas dos Cinco Reinos, sua juventude contrastava com sua sabedoria o que fazia dela um grande prodígio. Seus cabelos dourados e trançados em duas tranças grossas presas com detalhes em ouro e que se encontravam atrás em uma trança maior, sobre o cabelo solto, lhe davam uma ar ainda mais jovial, usava o que parecia uma armadura de couro e ouro, leve, com um pouco do busto a mostra e uma gargantilha fechada feita do ouro mais puro, olhos verdes e corpo atlético, sua filha Solara, de beleza similar ou até superior a da mãe, vestia um belo vestido azul com detalhes dourados, seu cabelo estava solto, mas não parecia muito a vontade com essas roupas. Elas conversam:

-... Que seja, filha. Há outra coisa que preciso lhe falar. O rapaz do qual você tanto se interessa saber...

- Minus!

- Sim. Ontem, ao fim do dia, ele invadiu o acampamento do exercido do leão.

- Manobra corajosa, mesmo depois de ele ter reduzido o número de soldados com o mal do carvão ainda haviam muitos soldados.

- Parece que alguns soldados juntaram-se a ele contra o Mor-Grão-General Dort e O Rei Gordon, quem me dera que ele conseguisse tirar aquele déspota do poder.

- Mas o que houve?

- Eles destruíram e dizimaram o exército do leão, bem como o próprio exército, e Minus...

- O que?

- Ele está morto.

- Não!

- Dort não se pronunciou, mas todos afirmam que ele está morto, inclusive enterrarão seu corpo amanhã.

- Impossível.

- Possível... E provável. O corpo está lá. Filha desista dessa vida de aventura, isso não leva a nada. Como eu queria que você se torna-se uma Acadêmica-Mor, e quem sabe até uma professora, hoje mesmo recebi dois professores que vieram me questionar com relação a lei dos pães, eles apresentaram argumentos tão bons que tive que revogá-la. Somente um professor tem esse poder nos cinco reinos, nenhum outro cargo. O Magistério era meu sonho, como eu queria que você seguisse-o, fazer partido do Magistrado e...

- Chega, Mama! Não quero mais falar sobre isso. Quero me retirar ao meu quarto. Permite-me?

- Sim. Mas pense no que eu disse.

- Sim.

- E filha. Não quero você andando com aquele garoto novamente, não é bom para a reputação da filha da rainha que...

- Certamente, mama.

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