terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Capítulo 28 - O Livro de Ham



A
Imponência do Castelo do Leão é mais bem resumida no salão real do trono, pilares de mármore do diâmetro de sequoias forma um bosque de pedra no enorme salão iluminado por tochas azuladas, com uma passarela larga ornamentada de estátuas de pedra e bronze de homens e mulheres em posições de batalha, com vasos com plantas exóticas vez por outra, a se mexer em busca de carne ou mesmo com seus ganhos se mexendo como tentáculos. O Grande Rei Leão, imponentemente sentado no grande trono de ouro e mármore alvo com um leão genialmente esculpido ao topo de seu trono em posição de ataque, o Rei Gordon batia seus grossos dedos no ouro maciço do braço do trono enquanto esperava seu serviçal, eis que ele chega:
- Então?
- Peço perdão, Vossa Potência, mas O Ouvido Ham saiu há pouco com destino à Prisma.
- Será possível que ele quer morar naquela biblioteca? Passa mais tempo lá do que no castelo.
- Devo busca-lo, Vossa Potência?
- Não. Leve um ramo de flores a ele, com ervas aromáticos. Claro que deve buscá-lo!
- Sim, Vossa Pot...
- Não esqueça de reporta-lo todo o acontecido.
- Sim, Vossa Potência, a sua glória.
...
- Ouvido Ham. Que os deuses abençoem seu dia.
- Que assim seja o seu. Venho em busca de um livro que disseram ter achado depois do Deserto da Europa.
- Sim claro. Venha comido.
       Os dois, Ham e o bibliotecário, desceram um grande lance de escadas em espiral, até chegar á um cômodo escudo, longe da luz do sol. A porta de madeira velha demostrava que não era muito visitado.
- Creio que não preciso avisá-lo sobre a ausência de luz da sala.
- Já sei que não posso usar tochas, apenas uma vela e deve ficar longe dos papeis. Já estou acostumado a ler com pouca luz. Mesmo sendo a terceira vez que venho a esse cômodo ainda me traz arrepios.
- Tome seu tempo*¹.
- Agradeço.
       O Ouvido do Rei Gordon, batizado por este de Ham, entrou e sentou-se na única mesa, sabia que estava rodeado de livros muito raros, e que devia tomar toda cautela, mas não vendo quase nada, devia caminhar tateando com as mãos até sua visão acostumar-se, o que estranhamente ocorreu muito rápido, logo puxou uma cadeira e sentou-se, na mesa diante dele um livro muito grande e venho enrolado por tecidos ainda mais velhos ainda. Retirou os trapos cuidadosamente, e diante dele mostrou-se um livro de capa feita a mão, com algo que parecia um monumento de metal que ele não identificara, em um idioma mais estranho ainda, e uma voz latejou nos seus ouvidos:
- É Inglês. Uma língua esquecida que alguns povos nômades do deserto de Europa ainda falam.
- Ah! Quem é você?
- Essa é uma boa pergunta. Sei de muita coisa, só não sei de tudo por que não sei nada de mim.
- o que faz aqui.
- Seria mais fácil se o senhor parasse de me perguntar coisas sobre mim, pouparíamos nosso tempo. – Ham ficou sem saber o que fazer. – A capa diz: “The Grimory of New York”, o Grimório de Nova York.
- Como sabe essa língua? Espere, com leu dessa distância sem luz?
- Li por seus olhos. Enxerga muito bem com pouca luz, diria até que melhor do que um humano comum. E não estou falando também você está ouvindo a projeção da minha mente na sua, algo como telepatia.
- Isso explica por que fala comigo, mesmo estando com a boca e os olhos costurados, Mas acho que também não adianta perguntar por que você não tem pernas nem braços, não é?

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