quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Capítulo 25 - Invasão (Parte 2)



Os olhos de Neflin, os olhos amarelos e profanos de um Cultuador da Lua. Atrás dele, dúzias de pares de olhos assassinos, todos com um simples objetivo, extermínio, matar o máximo possível dos soldados do Exército do Leão.
O Alarme de Almoço, que haveria sido ativado por algum moribundo e desespero de morte serviu apenas para acordar alguns dos cansados soldados que saiam de suas barracas acabavam por facilitar o trabalho do primeiro grupo de invasão do exército comandado por Argonis que estava ao lado de Minus na colina que dá acesso à única entrada do acampamento.
- Argonis.
- Sim Minus.
- Sabe... Eu Estava pensando que é tão provável que esses fogos tenham alguma outra função que não seja na guerra quanto a pólvora, que não foi criada para a guerra e hoje é indispensável.
- Sim, um brinquedo por der um a arma e uma arma pode ser um brinquedo, tudo depende da mente que o manipula.
        Lá dentro os soldados de Extermínio pareciam um bando de macacos saqueadores, se movimentavam rápida e silenciosamente, mesmo ao som do sinal de almoço distante. Entravam por um lado das tendas dos soldados e num piscar de olhos já saiam com mais uma morte nas mãos. Alguns soldados saiam de suas tendas tentando entender o sinal, mas antes que se dessem conta não sentiam mais nada a não ser sangue de suas jugulares a lhes engasgar.
        Ao pé da colina a barraca do General Sirt se mexia, era o próprio que saia para ver o que estava acontecendo, logo entrou e pegou o primeiro arco que vira e três flechas, pôs duas na boca e outra no arco, olhando por cima das barracas não podia ver nada, mas logo viu uma sombra atrás de uma das barracas a antes que percebesse ela já estava aos seus pés, num reflexo muito rápido ele deu um longo pulo para trás para tomar distância e antes que se desse conta o assassino estava com uma flecha em seu olho direito.  Esgueirou-se entre as barracas e ouviu um barulho atrás de uma flechou e ouviu-a cravar o alvo, foi vê-lo... No olho Direito.  A meia distancia outro alvo se aproximava, seria fácil ele estava vindo em linha reta, disparou com sua mira no olho direito, mas ele havia mudado de direção muito rapidamente e se escondido atrás de outra barraca, e logo ele percebera quem era. Sá havia uma pessoa que conseguiria desviar de uma flecha assim:
- Cuga!
        Sirt começava a entender o que estava acontecendo, uma rebelião, ou uma invasão, ou os dois. Ele estava sem flechas e tinha que correr para sua barraca para pegar mais, sabia que seria arriscado, Cuga corria muito rápido, mesmo assim correu, olhou para trás por um segundo e viu seu assassino correndo como um leopardo faminto, seus olhos amarelos denotavam sua origem, um maldito Cultuador da Lua, de leis imundas, nem devia estar no exército do leão, nunca merecera. Num relance mínimo viu o brilho das as garras de metal que havia no lugar das unhas de Cuga à luz da lua, quando finalmente chegou à sua barraca a meio passo de ser pego, mas Cuga não entrara. Tateou e pegou apenas duas flechas, suas últimas, ele lembrara que no dia seguinte iria mandar fazer mais fechas para ele e por hora era tudo que tinha, duas flechas. Mantinha-se calmo, sabia que Cuga não entraria pela entrada da barraca, Sirt não erraria a essa distância e ele não teria tempo de desviar. Ouviu um passo do lado da barraca, depois de outro, certamente estava tentando desestabilizá-lo, mas Sirt tinha muito mais guerras de experiência do que o jovem Cuga tinha de ciclos de vida. E na fração de um piscar de olhos um buraco se abriu na barraca muito perto da cabeça de Sirt, mas ele conseguiu bloquear o golpe com o arco, ação suficiente para ele poder correr da barraca, Cuga estava em vantagem naquela situação, ele precisava pensar. Correndo pra floresta gritava:
- Pensa que pode matar um General do Exército do Leão, garoto selvagem de olhos amarelos? – Sabia que não seria respondido, Cuga era mudo, sua língua havia sido cortada, não sabia ele porquê. Olhou para trás enquanto corria e viu que ele havia retirado sua  mascara, mostrando o corte que tinha na boca e sua expressão de raiva, sem dívidas ele tinha algo contra Sirt, seus olhos amarelos como os de um gato, dilatados, que enxergavam melhor que a maioria dos humanos a noite, demonstravam somente uma coisa, a incessante vontade de matar.
        Correu pela floresta, mas Cuga parecia um macacão, pulava de um tronco para o chão e depois para outro tronco, logo alcançaria Sirt, que tinha apenas uma vantagem, conhecia aquela floresta, fumava ópio por lá em suas noites de insônia, sabia onde estava cada árvores. Correu até uma clareira, que dava numa pequena caverna escura e rasa, com uma abertura mais a frente por onde saiu, esperou Cuga que logo apareceu recebido por uma flecha que desviou recuando a cabeça, nem ele sabe como.
- Maldito! – E voltou a correr. Logo se cansaria e Cuga poderia corre por horas ainda, seu coração já ardia e seus pulmões palpitavam.
        Cuga ouvia facilmente as pegadas do General, que subiu numa arvore que tinha musgos pendurados fazendo uma cortina, subiu e pulou para outro galho, se fosse tentar acertá-lo precisava mais do que treinamento, mais do que precisão, precisava de muita sorte, 3 graus e meio na direção oposta ao olho direito, se ele se movimentasse ainda o atingiria.
        A fera faminta em forma humana subiu rapidamente a árvore subiu em cima de um galho com muitos musgos e quando subiu levantou a visão para uma silhueta de um arqueiro que carregava a enorme lua nas costas, cegou por pouquíssimo tempo, mas mais do que suficiente para Sirt disparar sua flecha, desviou sua cabeça para a esquerda tentando desviar cegamente da flecha, esperou senti-la cortando a orelha, mas sentiu apenas um impacto na nuca e todo o seu corpo adormeceu e caiu no chão.
- Agora vamos pôr um pouco de ordem nessa bagunça.

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